28 de fevereiro |
A maior dádiva |
| “Nossa fé recém-descoberta serve como firme alicerce para termos coragem no futuro.” |
| Texto Básico, p. 106 |
| Quando começamos a vir às reuniões, ouvimos outros adictos falando sobre as dádivas que têm recebido como resultado do programa, coisas que antes nunca consideramos como “dádivas”. Uma dessas dádivas é a renovada capacidade de sentir emoções que estiveram amortecidas tanto tempo pelas drogas. Não é difícil pensar em amor, alegria e felicidade como dádivas, ainda que não os temos sentido há muito tempo. Mas, e sentimentos “ruins” como raiva, tristeza, medo e solidão? Dizemos a nós mesmos que essas emoções não podem ser vistas como dádivas. Afinal, como podemos ser gratos por coisas das quais queremos fugir? Podemos nos tornar gratos por essas emoções em nossas vidas, se as colocarmos na perspectiva correta. Devemos lembrar que viemos a acreditar num Poder Superior amoroso e que pedimos que esse Poder cuidasse de nós; e nosso Poder Superior não comete erros. Nossos sentimentos “bons” ou “ruins” são dados a nós por alguma razão. Com isso em mente, compreendemos que não há sentimentos “ruins”, somente lições a serem aprendidas. Nossa fé e a proteção do Poder Superior nos dão a coragem de que precisamos para encarar quaisquer sentimentos que possam surgir em nossa vida diária. Como ouvimos no começo da recuperação: “seu Poder Superior não lhe dará mais do que você possa lidar em um só dia.” A capacidade para sentir nossas emoções é uma das maiores dádivas da recuperação. |
| Só por hoje: tentarei ser receptivo a meus sentimentos, firme na crença de que tenho a coragem para encarar quaisquer emoções que possam surgir em minha vida. |
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