3 de novembro |
Aconteça o que acontecer |
| “Mais cedo ou mais tarde, teremos que caminhar com as nossas próprias pernas e encarar a vida como ela é. Por que não fazer isso desde o início?” |
| Texto Básico, p. 98 |
| Alguns de nós sentimos que deveríamos proteger o recém-chegado dizendo que, enquanto antes tudo costumava ser horrível, agora que estamos em recuperação tudo é maravilhoso. Sentimos que poderíamos espantar alguém falando de dor ou dificuldades, casamentos terminados, ser roubado e fatos parecidos. Em um sincero e bem intencionado desejo de levar a mensagem, tendemos a falar enfaticamente apenas sobre o que vai bem em nossas vidas. Mas a maior parte dos recém-chegados, mesmo que estejam limpos há poucos dias, já suspeita da verdade. É possível que “a vida como ela é”, para o recém-chegado comum, seja um pouco mais estressante do que a maneira como o companheiro mais antigo lida com seu dia a dia. Se conseguirmos convencer o recém-chegado de que a vida em recuperação se torna cor-de-rosa, será melhor ter certeza de que estaremos presente para apoiá-lo quando algo der errado em sua vida. Talvez apenas precisemos partilhar realisticamente o modo como usamos as ferramentas de Narcóticos Anônimos para aceitar “a vida como ela é”, seja qual for essa realidade. Recuperação e a vida por si mesma contêm partes iguais de dor e alegria. É importante partilhar ambas, para o recém-chegado então saber que nós ficamos limpos, aconteça o que acontecer. |
| Só por hoje: serei honesto com os recém-chegados com quem eu partilhar e vou dizer a eles que, aconteça o que acontecer, não precisamos mais usar drogas. |
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