21 de julho |
Rendição é para todos |
| “Se, depois de algum tempo, sentirmos dificuldades com a nossa recuperação, é porque, provavelmente, paramos de fazer uma, ou mais, das coisas que nos ajudaram nas fases iniciais da recuperação.” |
| Texto Básico, p. 106 |
| Rendição é só para os recém-chegados, certo? Errado! Depois de estar aqui há algum tempo, alguns cedem a um estado muito próprio dos membros antigos. Pensamos que sabemos alguma coisa sobre recuperação, sobre Deus, sobre NA, sobre nós mesmos — e sabemos. O problema é que pensamos saberbastante e pensamos que simplesmentesaberjá é o bastante. Mas o que faz a diferença é o que aprendemos e o que fazemosdepoisque achamos saber tudo. A arrogância e a complacência podem nos levar a ter sérios problemas. Quando descobrimos que “aplicar os princípios” com nossa própria força simplesmente não funciona, podemos praticar o que funcionou para nós no começo: a rendição. Quando descobrimos que continuamos impotentes, com nossas vidas novamente incontroláveis, precisamos buscar o cuidado de um Poder maior do que nós mesmos. Quando descobrimos que a autoterapia, no final das contas, não é tão terapêutica assim, precisamos tirar vantagem “do valor terapêutico da ajuda de um adicto ao outro”. |
| Só por hoje: preciso de orientação e apoio, bem como de um Poder além de meu próprio. Vou a uma reunião, vou me aproximar do recém-chegado, vou ligar para meu padrinho ou madrinha e farei preces para meu Poder Superior — enfim, farei algo que diga: “eu me rendi”. |
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