17 de julho |
A utilidade de “sonhar que estamos usando” |
| “Aceitamos completamente o fracasso em todas as nossas tentativas de parar de usar ou de usar controladamente?” |
| Texto Básico, p. 20 |
| O quarto está escuro. Sua testa está banhada em suor frio. Seu coração está acelerado. Você abre os olhos, certo de que acabou de perder seu tempo limpo. Você “sonhou que estava usando”, e foi como se realmente tivesse acontecido – as pessoas, os lugares, a rotina, a sensação horrível no estômago, tudo. Leva um tempo para perceber que foi apenas um pesadelo, não aconteceu de verdade. Devagar, você se acalma e volta a dormir. De manhã é o momento de examinar o que realmente ocorreu na noite anterior. Você não usou na noite passada – mas quão perto está de usar hoje? Você tem alguma ilusão sobre sua capacidade de controlar o uso? Você sabe, sem dúvida, o que aconteceria se tomasse aquela primeira droga? O que o impede de recair? Seu programa está sólido? E os relacionamentos com seu padrinho ou sua madrinha, seu grupo de escolha e seu Poder Superior? Sonhar que estamos usando não significa necessariamente uma falha em nosso programa; para um adicto, não há nada mais natural do que sonhar com drogas. Alguns de nós acreditam que sonhar que estamos usando é uma dádiva do nosso Poder Superior, nos lembrando com nitidez o quanto a nossa adicção ativa era insana e nos encorajando a fortalecer nossa recuperação. Visto por esse ângulo, podemos nos sentir gratos pelos sonhos em que estamos usando. Mesmo sendo assustadores, podem vir a ser uma grande bênção se os usarmos para fortalecer nossa recuperação. |
| Só por hoje: vou examinar meu programa pessoal. Falarei com meu padrinho ou madrinha sobre minhas descobertas e procurarei maneiras de fortalecer minha recuperação. |
| Copyright (c) 2000 by Narcotics Anonymous World ServiceTodos os direitos reservados - ISBN 978-1-55776-380-8 Portuguese (Brasil) 6/18 |
