Meditação Diária

4 de agosto

Quando um segredo não é um segredo?

“Os adictos tendem a levar vidas secretas (…) É um alívio enorme nos livrarmos de todos os segredos e partilharmos a carga do nosso passado.”

Texto Básico, p. 37
Ouvimos dizer que “a nossa doença é do tamanho dos nossos segredos.” O que mantemos em segredo, e por quê?

Mantemos em segredo aquelas coisas que nos causam vergonha. Podemos nos agarrar a tais coisas porque não queremos abrir mão. Mas, se nos causam vergonha, será que não viveríamos com mais tranquilidade se nos livrássemos delas?

Alguns de nós se agarram às coisas que nos causam vergonha por outra razão. Não é que nãoqueremosnos livrar delas; simplesmente não acreditamospoderconseguir isso. Elas nos atormentaram por tanto tempo e tentamos tantas vezes nos livrar delas, que perdemos a esperança de alívio. Mas continuam a nos envergonhar e continuamos a mantê-las em segredo.

Precisamos nos lembrar de quem somos: adictos em recuperação. Nós, que por tanto tempo tentamos manter o nosso uso de drogas em segredo, nos libertamos da obsessão e da compulsão de usar. Apesar de muitos de nós gostarem do uso até o final, de qualquer maneira buscamos recuperação. Simplesmente não podíamos aguentar a fatura que o nosso uso estava nos cobrando. Quando admitimos a nossa impotência, e procuramos a ajuda de outros, o peso de nosso segredo foi retirado de nós.

O mesmo princípio se aplica a quaisquer outros segredos que possam estar pesados em nós. Sim, a nossa doença é do tamanho de nossos segredos. Somente quando os nossos segredos deixam de ser segredos é que podemos começar a encontrar alívio daquelas coisas que nos causam vergonha.

Só por hoje: meus segredos podem me adoecer se permanecerem escondidos. Hoje, vou conversar com meu padrinho ou madrinha sobre os meus segredos.

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