Meditação Diária

17 de fevereiro

Levando a mensagem, não o adicto

“Pode ser analisado, aconselhado, persuadido, pode se rezar por ele, pode ser ameaçado, surrado ou trancado, mas, não irá parar até que queira parar.”

Texto Básico, p. 72
Talvez uma das verdades mais difíceis de encarar em nossa recuperação seja a de que somos tão impotentes perante a adicção do outro quanto em relação à nossa. Podemos pensar que, por termos tido um despertar espiritual em nossas vidas, devemos ser capazes de persuadir outro adicto a encontrar a recuperação. Mas há limites ao que podemos fazer para ajudar outro adicto.

Não podemos forçá-lo a parar de usar. Não podemos passar para ele o resultado dos passos nem crescer por ele. Não podemos lhe tirar a solidão nem a dor. Não há nada que possamos dizer para convencer um adicto amedrontado a trocar o sofrimento conhecido da adicção pela assustadora incerteza da recuperação. Não podemos entrar na pele de outra pessoa, mudar seus objetivos ou decidir o que é melhor para ela.

Entretanto, se nos recusarmos a exercer este poder sobre a adicção dos outros, podemos ajudá-los. Eles podem crescer se permitirmos que encarem a realidade, não importa o quanto ela possa ser dolorosa. Eles podem se tornar mais produtivos à sua própria maneira, se não tentarmos agir por eles. Podem se tornar responsáveis por suas próprias vidas, já que somos responsáveis apenas pela nossa. Se aceitarmos tudo isso, poderemos fazer o que nos cabe: levar a mensagem, não o adicto.

Só por hoje: aceitarei que sou impotente não somente perante a minha adicção, mas também perante a de qualquer outra pessoa. Levarei a mensagem, não o adicto.

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